O produto tinha credibilidade. O site não mostrava.
O Selo H é a primeira certificação brasileira de saúde mental ocupacional com padrão internacional, fundamentada em NR-01, Lei 14.831/24, diretrizes da OMS e CID-11. Empresas como Alelo, Amil, Arcor, Claro e Cogna já estavam certificadas. Nada dessa credibilidade aparecia no site. Quando o domínio venceu no GoDaddy, tive uma semana para reconstruir tudo do zero.
Antes e depois · mesma certificação, um site que finalmente comprova
A situação
O Selo H é a primeira certificação brasileira de saúde mental ocupacional com padrão internacional. Fundamentada em NR-01, Lei 14.831/24, diretrizes da OMS e CID-11. Empresas como Alelo, Amil, Arcor, Claro e Cogna já estavam certificadas. O produto tinha credibilidade real e demanda real.
O site não mostrava nenhum disso.
O domínio tinha vencido no GoDaddy. O custo de renovação chegou a R$800. O cliente precisava de um site novo, construído do zero, em uma semana, não para polimento visual, mas porque o processo de certificação em si passa pelo site. Sem ele, não havia canal para gerar leads nem documentar novos clientes.
O brief era preciso: tornar o site tão sério quanto a própria certificação.
O diagnóstico
Antes de escrever uma linha de copy ou abrir um arquivo de design, auditei o que existia. Seis problemas se somavam.
Nenhuma ação primária clara. Vários CTAs concorrentes diluíam a intenção, e não havia um caminho único e decisivo para a solicitação de certificação. A hierarquia de informação estava invertida: a prova de compliance legal, a lista de empresas certificadas e o processo de 4 etapas estavam enterrados ou sequenciados depois de conteúdo menos persuasivo, quando eram exatamente os motivos mais fortes para agir.
O copy descrevia a certificação em vez de fazer o caso por ela. Sem urgência. Sem custo da inação. Sem prova de que algo disso era real. A performance trabalhava contra a confiança: LCP em torno de 4,8 segundos em um produto de compliance onde a primeira impressão é o argumento inteiro. Alelo, Amil, Arcor, Claro e Cogna estavam listadas, não destacadas. Presentes, mas fáceis de ignorar. A linguagem visual era inconsistente, genérica e não dava personalidade ao produto.
Uma pergunta moldou cada decisão que se seguiu: o que um diretor de RH orientado a compliance precisa acreditar antes de solicitar uma certificação? Essa resposta definiu a ordem das seções, a arquitetura de prova e o tom do copy.
Resultado antes do produto
Diretores de RH e jurídico não chegam a um site de certificação procurando funcionalidades. Chegam procurando permissão para agir: prova de que isso é real, seletivo e vale o processo interno de aprovação.
Posicionamento antigo
O hero abria com o que o produto era: uma certificação de saúde mental. Pedia ao visitante que se importasse antes de dar um motivo. Os tomadores de decisão precisavam ler bastante para encontrar o que a certificação faria por eles.
Novo posicionamento
O hero abre com o que o leitor já quer: prova de que a empresa cuida das pessoas. A certificação é o caminho. O resultado (conformidade legal, sinal de bem-estar, credibilidade reputacional) é o que o comprador realmente busca.
Começar pelo produto pede ao visitante que se importe antes de ter um motivo. Começar pelo resultado encontra o visitante onde ele já está. O headline ("Certifique sua empresa em saúde mental") é o objetivo do comprador, não uma descrição do produto.
Compliance acima da dobra
Para um diretor de RH ou jurídico, NR-01, Lei 14.831/24, diretrizes da OMS e CID-11 não são notas de rodapé. São o motivo principal para avançar. No site antigo, estavam enterrados.
Letras miúdas
As referências legais apareciam fundo na página, depois de copy e visuais que não abordavam compliance. Um comprador cauteloso que precisava de fundamentação legal tinha que rolar a tela para encontrar o que veio confirmar.
Âncoras de credibilidade
NR-01, Lei 14.831/24, diretrizes da OMS e CID-11 aparecem imediatamente abaixo do headline, visíveis no primeiro scroll sem nenhuma ação necessária. Funcionam como âncoras de credibilidade, não como letras miúdas.
Em mercados orientados a compliance, o site faz parte do argumento de venda. Se a fundamentação legal não é imediatamente visível, compradores cautelosos se desqualificam antes de ler mais nada.
Rigor como prova, não barreira
Um processo de certificação rigoroso com 4 etapas pode parecer burocrático e intimidador, ou pode parecer criterioso e valioso. O site antigo transmitia o primeiro.
O que o processo antigo dizia
Cada etapa listava o que aconteceria. Sem explicação do porquê de cada etapa existir ou do que ela protegia a empresa. Um processo de 4 etapas sem razão parece overhead, não valor.
O que o novo processo diz
Cada etapa afirma seu propósito específico: por que importa e o que entrega. O rigor se torna prova de qualidade em vez de barreira de entrada.
A objeção real do comprador não é se a certificação é legítima. É se vale o esforço interno. Mostrar que cada etapa existe por uma razão responde isso diretamente.
Prova social no fechamento
Alelo, Amil, Arcor, Claro e Cogna são os sinais mais fortes de que a certificação é real e seletiva. No site antigo, apareciam cedo demais, antes que o visitante tivesse contexto suficiente para entender o que representavam.
Prova precoce demais
Os logos das empresas apareciam no topo da página, antes do visitante entender a certificação, o processo ou a fundamentação legal. Listadas, não destacadas. Fáceis de ignorar sem perceber o que representavam.
Prova no momento de decisão
As empresas certificadas aparecem diretamente antes do formulário de contato: a última coisa que um prospect vê antes de decidir se age. Uma página de empresas certificadas também foi construída como diretório de prova consultável.
A prova social funciona melhor no momento da decisão, não como afirmação introdutória. Mover a lista de empresas para o final a transforma em argumento de fechamento.
Um CTA ao longo de todo o site
O site antigo oferecia múltiplos caminhos: newsletter, downloads, contatos alternativos. Cada um fragmentava a intenção e dava aos visitantes indecisos uma saída fácil.
Múltiplos caminhos
CTAs concorrentes ao longo da página. Um visitante que não sabia o que fazer tinha vários lugares para ir, nenhum deles em direção a uma solicitação de certificação. A opcionalidade dispersava a intenção que a página deveria construir.
Um caminho
"Solicitar certificação" é o único pedido da página, repetido consistentemente do hero ao footer. Sem caminhos alternativos. Cada seção aponta para uma decisão.
Em uma compra de alta consideração, opcionalidade é inimiga da conversão. Um visitante que vê a mesma ação clara em cada posição de scroll sabe exatamente o que está decidindo.
Performance do zero
Um LCP de 4,8 segundos em um produto orientado a compliance prejudica a confiança antes de uma palavra sequer ser lida. Em um mercado onde credibilidade é tudo, um site lento contradiz o próprio produto.
Abordagem com template
O site anterior usava um template genérico com overhead de CSS/JS de terceiros, scripts bloqueadores e sem controle da ordem de carregamento. Os problemas de performance estavam na arquitetura, não eram incidentais a ela.
Reconstrução limpa
Build limpo em HTML/CSS. Sem frameworks desnecessários, entrega de assets otimizada, imagens em WebP, HTML semântico ao longo de todo o site. Controle total sobre o que carrega, quando e em que ordem. LCP: 1,4s. Lighthouse: 100.
Performance não é uma métrica técnica aqui. É uma primeira impressão. Uma plataforma de certificação que carrega em 1,4 segundos sinaliza o mesmo rigor que certifica.
Resultados
Tudo abaixo foi medido nos primeiros 30 dias após o lançamento. Zero investimento em anúncios. Zero campanha de outreach. Apenas o site.
3×
Mais leads no primeiro mês vs. baseline pré-lançamento
Medição 30 dias pós-lançamento
-40%
Taxa de rejeição vs. baseline pré-lançamento
Medição 30 dias pós-lançamento
+65%
Envios de formulário por mês (solicitações de certificação)
Comparativo mensal pós-lançamento
1,4s
LCP, reduzido de 4,8s no site original
Medição de Core Web Vitals
2,3×
Aumento no tempo na página
Medição 30 dias pós-lançamento
100
Pontuação no Lighthouse
Auditoria Lighthouse pós-lançamento
O que mudou e não é um número: o cliente saiu de um site que contradiz a credibilidade do próprio produto para um onde a linguagem visual e a autoridade da certificação estão alinhadas. Um comprador orientado a compliance que acessa o site agora vê rigor legal, empresas certificadas reconhecíveis e um caminho claro para frente, nessa ordem, no primeiro scroll.
Reflexões
Urgência produz clareza que prazos confortáveis não produzem. Uma semana com um deadline real forçou a mesma priorização que a restrição de duas semanas do Fiter forçou. Identifico o que importa mais, construo isso primeiro e corto o resto. Faria a escolha de prazo curto novamente.
Produtos de compliance são vendidos por prova, não por funcionalidades. NR-01, Lei 14.831/24, diretrizes da OMS e CID-11 fizeram mais trabalho de conversão do que qualquer decisão de layout. Mostrar fundamentação legal imediatamente é agora uma regra fixa em qualquer projeto de compliance que pego.
Logos reais de clientes são desperdiçados se não são sentidos. Alelo, Amil, Arcor, Claro e Cogna já estavam no site antigo. Mover para o momento de decisão transformou um detalhe listado em argumento de fechamento. A correção foi de posicionamento, não de conteúdo.
O que eu faria a seguir: rastreamento de eventos GA4 por seção para identificar exatamente onde a decisão de solicitação de certificação é tomada, um blog segmentando NR-01 e consultas de compliance em saúde mental no trabalho (baixa concorrência, intenção comercial direta), um teste A/B do headline do hero contra uma variante com framing de urgência e prazo, e uma página de empresas certificadas expandida com filtros por setor e porte de empresa.
Um prazo de uma semana só se sustenta se design e construção andam junto, não em sequência. O Afonso implementou e hospedou a reconstrução enquanto eu ainda finalizava as últimas seções. Essa sobreposição é o único motivo desse projeto ter saído em sete dias.
Vamos conversar
Tem um projeto?
Vamos fazer funcionar.