Cresci querendo ser ilustrador. Esse era o plano desde a faculdade. Isso nunca foi embora de vez. Só passou a caminhar ao lado do product design, em vez de na frente dele.

A virada começou num estágio, ilustrando para uma plataforma governamental de prevenção e redução de danos para famílias afetadas pelas drogas. Eu ainda não projetava interfaces. Eu usava uma: um blog institucional que brigava comigo a cada clique. Senti o problema antes de ter as palavras pra ele.

Depois de formado, passei por agências de marketing e clientes freelance, e o mesmo problema continuava aparecendo. Fluxos confusos. Hierarquia pouco clara. Contraste que ninguém tinha verificado. Comecei a estudar UX e UI a sério: artigos, livros, masterclasses, mentorias, junto com programação front-end suficiente pra saber o que eu estava realmente pedindo pros desenvolvedores construírem.

Design não é um hobby que eu largo ao bater o ponto. Uso computador e celular o dia inteiro pra trabalhar, então um fluxo confuso ou uma hierarquia quebrada não é um problema abstrato. É atrito que eu mesmo sinto, e isso mantém viva tanto a irritação quanto o interesse.

Construir uma base sólida antes de erguer a casa.

Essa ideia ficou comigo. Vi empresas menores começarem a adotar design systems e percebi que uma decisão bem tomada, tomada uma vez, pode acelerar um time inteiro enquanto melhora a experiência do produto. Essa ainda é a troca que considero válida.

Desde então o trabalho ficou mais complexo, e mais responsável: clientes reais, restrições reais, resultados que precisam se sustentar fora do Figma.

Trabalhos selecionados

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eu construí.